quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

"NEOQEAV"

"OI QUERIDO AMIGO(A), VÁ ATÉ O FINAL DA PÁGINA E VEJA POSTAGENS ANTIGAS.
PROCURA POR
"NEOQEAV" E LEIAM QUE LINDO.
PERCA UM POUQUINHO DE SEU TEMPO E LEIA A HISTÓRIA MAIS LINDA QUE JÁ FOI POSTADA.




Eu sou a primeira a esquerda.
Lindinha né?
Bons tempos de Carnaval no SCEC.
Era uma festa e neste dia nós ganhamos em primeiríssimo lugar na melhor fantasia.



" Me dá um beijinho aí
Que eu tô a cem por hora
Senão parar o calooor
Eu jogo a roupa fora.

É agora, é agora
Que eu jogo a roupa fora
é agora, é agora
Que eu jogo a roupa fora."

Cama e Mesa

É CLARO QUE ELE ESTARIA AQUI!




http://www.youtube.com/watch?v=oKkFacskyWA

Nunca vi a cara de sem vergonha que ele faz pra Miriam Rios.
Depois falam que o Fábio Junior é que é sem vergonha. Mas essa música e essa clip estão o máximo. Espero que gostem.

domingo, 3 de fevereiro de 2008




Vingancinha legal. :)



Fui a uma loja dia desses, e um filha da puta pegou minha vaga do estacionamento.
Estive lá por uns 5 minutos e, quando eu saí, ali estava um guarda, com sua motocicleta,
preenchendo uma multa para o carro que pegou minha vaga.
Não havia reparado que ali era proibido estacionar.
Corri até ele e soltei o famoso:
- "Peraí, amigão, não faz isso não, dá uma chance ..."
Ele me ignorou e continuou escrevendo a multa. Então eu o chamei de policial autoritário. Ele me olhou e, sem dizer nada, deu uma olhada em um dos pneus do carro e começou a fazer outra multa.
Então eu o chamei de idiota. Ele começou a escrever uma terceira multa!
Foram mais uns 5 minutos ali fora, discutindo - ou tentando discutir -, e quanto mais eu xingava, mais multas ele preenchia...
Depois disso saí dali e fui pegar o meu carro no estacionamento, na outra quadra.

"O importante mesmo é ter um pouco de diversão todos os dias..."

SUNZINHA


- Tardi, Dotô.
- Boa tarde. Sente-se.
- Careci não. Ficu di pé, memo.
- Sente-se para eu poder te examinar.
- O Dotô é quem manda.
- Mas fale-me. O que está acontecendo?
- Ai, Dotô! Mi dá umas dor di veiz in quandu.
- Que dor?
- Aqui, óia. Nu estromagu. Beeem lá nu fundinhu.
- Forte?
- As veiz. Trasveiz é anssim ó, di mansinhu.
- E o que você faz?
- Tem veiz que eu cantu. Trasveiz eu vô pra cunzinha fazê um bolu.
- Tem outra dor?
- Tenhu, sim, Dotô. Aqui, ó. Pertu dus óio.
- E essa é forte?
- Também é forte não. Quandu ela dá eu cunversu cas vizinhas i passa.
- Outra?
- Tenho sim senhô. Aqui. Anssim, nu meio das custela, pareci nu coração. Dá uns apertu aqui, ó.
- E você faz o que?
- Tem veiz qui eu choru. Trasveiz eu ficu anssim, muitu da queta pra vê si passa.
- E passa?
- As veiz. Trasveiz eu vô pra pracinha. Lá eu sentu num bancu vê as criança brincá prá esperá passá.
- Você mora com alguém?
- Moru não, Dotô. Sô sunzinha nessi mundão di Deus.
- Não tem família?
- Aqui tenhu não. Minha famia é todinha du interiô du sertão, pertinhu de Urandi, lá quasi im Minas. I vim sunzinha pra Sum Paulu tentá a vida.
- E você faz o que?
- Óia, Dotô. Eu já fiz um cadinhu di tudu nessa vida. Já trabaiei numa firma di limpeza, já cuidei di criança. Já trabaiei numa casa di genti rica. Agora eu trabaio cuma mocinha qui mais viaja qui fica im casa. Ela avua num avião di dia i di noiti. Aí eu ficu sunzinha.
- Você mora com ela?
- Moru sim, Dotô. Ela dexa eu drumi num quartinhu lá nus fundu da casa.
- Sabe cozinhar?
- Oxa si não! Cunzinhu muitu du bem! Coisa mais simpres anssim i coisa mais di genti chiqui.
- Gosta de crianças?
- Ô, seu Dotô. É as criaturinha mais anjinha qui Deus botô nu mundu!
- Qual o seu nome mesmo?
- Óia, Dotô. Eu num gostu muitu, mas a modi agrada a santa, minha mainha botô Crara.
- Dona Clara. Eu sei o que a senhora tem.
- Comu anssim, si o Dotô nem incostô im mim?
- O que a senhora tem Dona Clara, chama-se solidão e é a causadora de toda essa tristeza.
- I issu mata, Dotô?
- Ás vezes, sim. Mas, no seu caso bastam amigos, alguns remédios e um pouco de carinho. Dona Clara. Vai parecer estranho e nem eu mesmo entendo porque estou fazendo isso, mas minha esposa está grávida e nosso segundo filho é para o mês que vem. Já temos uma menina. E até hoje é minha esposa que cuida de tudo. Porém, com o bebê pequeno precisamos de alguém que cuide da casa. Que tal ficar conosco?
- Oxa si não! Óia, Dotô. Nunca fizeram issu pur mim não. Vixe! Vai sê coisa muitu da boa ficá cum oceis. I careci di morá lá, Dotô?
- Sim. Temos um quarto vago, no apartamento. Podemos tentar por uns meses. O que acha?
- Dotô. É anssim como tê famia, né?
- Quase.
- Dotô. Eu num vô mais sê sunzinha. Vixe! Deus lhi pague, Dotô, a modi qui carinhu anssim, nem mainha mi dava.
- Vamos testar. Combinado?
- Cumbinadu. Dotô. Careci di eu fazê uma pregunta. Eu num vô mais senti essas dor?
- Vamos combinar uma coisa? O dia que sentir essa dor você me procura.
- Prá modi du senhô mi inxaminá?
- Não. Prá modi nóis trocá dois dedinhu di prosa.